sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Verde Escuro

Verde

Chuva de manhã.
Nuvem negra espreita.
Um rio desesperado por pessoas,
um fim de Verão triste e
uma floresta densa de verde, escuro.
E tu...
...ao meu lado
neste pequeno Paraiso.

Coiso-te

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Flashes

Amedronta-me a Saudade.
Flashes de memória,
Saudade de uma estória...

Receio perder a memória.
À morte da Saudade,
memória que se arde...

terça-feira, 6 de maio de 2008

Dança, Dança, Dança

Assombra-me a cada página.
Inesperado sorriso, inesperada morte.
Amor, Amizade.
Solidão.
Sinto frio, calor,
sinto-me deixar levar pela sorte,
Escuridão.

Domo arigato Murakami

domingo, 4 de maio de 2008

Natureza morta

A folha cai suavemente, balança.
Ninguém o sente, o balanço
Cai e o estrondo faz estremecer a estrada.
Retenho o momento
Click, click, click.
Críspida, castanha, coitada
Já foi, agora é nada.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Mas e o Amor?

"Eu não sou eu nem sou o outro, sou qualquer coisa de intermédio", Mário de Sá-Carneiro

Hoje sinto-me particularmente triste, melancólico. Não tenho saudades do que um dia fui, nem especial amor do que sou hoje. Será que tenho que ser algo mais que isto? Se for é aqui e agora que quero sê-lo.
Mas não consigo. Este mundo que me proteje, viola, mente, eleva, solta, mima, cospe e ama não me agrada. Tento fugir de todos e quaisquer actos que acho incorrectos, mas perseguem-me e fingem ser verdadeiros. Mas são fracos e falsos. Fico indeciso e aborrece-me, fico descrente e entristece-me. 
Quero ir para a cama com um beijo na face e um "Boa noite e até amanhã. amo-te.", sincero. Quero virar as costas e sentir que o último abraço que dei foi amor puro, que o calor do último beijo foi real ou que as opiniões sobre o que importa são verdadeiras.
Por isso sou sincero, real. E sei que amo.
Mas também sei, que é facil dizer "amo-te" e por isso sou "mudo" de "amo-te´s" e assim faço sempre uma pergunta a mim próprio todos os dias:
Mas e o Amor? O Amor infelizmente fica para depois... e depois... e depois...  

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Imagem

Com a saudade permanente da vida
quero voar até quem me sente,
pecando por nunca ser transparente.
A tua beleza triste
desperta o medo de ver anarquia na tua face
no teu ser..., medo, tristeza, dor.
E eu, com a saudade permanente da vida
quero voar até quem me sente
mesmo perdendo no horizonte todo o sol que me ilumina.

Relembro toda a película passada e custa-me pensar num futuro
sem o cheiro original.
Abro os olhos como uma janela enorme
e o vento que entra observa-te de longe.
No ar sinto ruidos incessantes que me procuram.
Fugindo tremes, e eu,
relembro toda a película passada
e custa pensar num futuro sem o cheiro original,
o teu, o meu, o nosso...